SÍNTESE
HISTÓRICA E
ETNO-FOLCLÓRICA
O Rancho Folclórico da Costa
é um fidedigno representante do Folclore e da Etnografia da
Alta-Estremadura. Fez a sua estreia em 22 de Agosto de
1982, legalizou-se em 19 de Outubro seguinte, e foi
admitido como membro da Federação do Folclore português em
1 de Janeiro de 1986.
Do seu longo historial, fazem parte um bem significativo
numero de exibições (em média 50 a 60 actuações por ano),
de norte a sul do pais e estrangeiro.
Geograficamente, engloba os Lugares da Costa de Baixo,
Costa de Cima e Ribeira - povoações seculares que fizeram
parte da Freguesia e Concelho da Batalha até fins do século
XIX, e agora fazem parte da Freguesia da Maceira, 12 Km a
sul de Leiria, que é sede do seu Concelho e Distrito.
Os seus povos, desde sempre fizeram parte da província da
Estremadura; mas a partir da última Divisão Administrativa
do Território, foram incluídos na da Beira-Litoral. No
entanto, conservam ainda hoje as suas inconfundíveis
características estremenhas. Daí que os seus trajos - de
tons escuros e recatados - quer sejam os da semana, quer os
do domingo, integram-se nos da típica região leiriense do
interior. Predominam as lãs e os surrubecos, nos dos homens
e as chitas, as lãs e as seriguilhas, em saias de uso e de
cobrir, nos das mulheres.
O seu melodioso Cancioneiro, inicialmente baseado na
pastorícia e depois também na agricultura é o de "Entre Mar
e Serra", desde os cumes da Serra de Aire às arribas de
Moel - limites naturais do seu horizonte e fonte
inspiradora dos seus cantares. A estes, não faltam os
"motes e arremates", acompanhados pelos instrumentos
tradicionais, com especial relevo para os que são feitos de
cana, e cadenciados pelo cântaro de barro tangido com o
abano.
Canta e baila: "cantigas de arrastação", "fandangos
estremenhos", "reinadios", "tacões e bicos", "fadinhos",
"viras", "ribaldes", "bailaricos", e quantos mais. Sem
bailado, canta ainda um famoso Cancioneiro, de velha origem
religiosa e do Romanceiro popular.
O seu jeito de bailar é singelo e suave, sem batimentos nem
arrebiques ~ como quem, mesmo se divertindo, nunca esquece
o recato, a dureza do trabalho e as agruras da vida.
O sonho acalentado desde o início da sua actividade, que
era o de ter um espaço com as devidas condições, para
ensaios e para museu, tem vindo ao longo dos anos a ser
adiado, devido essencialmente a factores financeiros. Foi
por isso com muita alegria da parte de todos que no passado
dia 22 de Setembro de 2002 (data de lançamento da 1ª pedra
na construção do seu edifício sede), contando com o auxílio
de entidades estatais, particulares e da população, o sonho
começou a tomar formas e neste momento é já quase uma
realidade.
Capa do CD
Alinhamento do CD
1- Arco da Velha 3:11
2- A Filha da Moleirinha 2:42
3- Vira da Costa 2:36
4- Ai Loureiro, Verde Loureiro 2:05
5- Dá-me um Beijo, Linda! 2:57
6- A “Cucaria” 1:55
7- Fui à Murta Para a Festa 2:07
8- O Rabuco 2:31
9- O Ladrãozinho 1:42
10- Ó Maria! Tu Tens 2:17
11- O Verde Gaio 1:46
12- Ó Minha Cara Bonita 1:47
13- Fui às Amoras Contigo 2:34
14- A “Fonte dos Cachopos” 3:08